Temas

Como eu vejo as coisas

Dra. Renata Kieling

Neurologista Pediátrica
CREMERS 33954 RQE 28995
  • Professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS);
  • Professora do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente da UFRGS;
  • Coordenadora do Ambulatório de Distúrbios do Neurodesenvolvimento no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA);
  • Preceptora da Residência Médica em Pediatria no HCPA;
  • Coordenadora do Projeto Trilhas do Desenvolvimento;
  • Membro do Departamento Científico de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria;
  • Doutora em Neurociências pelo Programa de Pós-Graduação em Medicina da PUCRS;
  • Mestre em Linguística/Aquisição da Linguagem pela UFRGS.
  • Treinamento no Early Start Denver Model (ESMD) e na aplicação do ADOS-2 no Center for Autism and the Developing Brain, New York-Presbyterian Hospital.

Áreas de atuação

cars

Atrasos no desenvolvimento

“Cada criança tem seu tempo” – será mesmo?

autism

Autismo

O que fazer quando a criança não interage?

hyper

Déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

Quando uma criança deixa de ser “agitada” e passa a ser hiperativa?

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Transtornos de aprendizagem

Por que algumas crianças inteligentes tem dificuldades na escola?

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Epilepsia e crises convulsivas

Convulsão, epilepsia, crises – você sabe a diferença?

Recursos

Instrumentos, questionários, escalas e meu roteiro de abordagem do TEA

Instrumentos

SNAP

Para que serve? 

SNAP – escala para avaliação da intensidade de sintomas de TDAH. Avalia também sintomas de oposição e desafio (TOD).

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M-CHAT

Para que serve? 

Avaliação de suspeita de autismo em crianças de 16 a 30 meses. Para preenchimento pelos pais.

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PSC

Para que serve? triagem de sintomas somáticos e psicosociais em crianças e adolescentes.

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SDQ

Para que serve? 

Avalia queixas de comportamento e emocionais em crianças e adolescentes entre 4 e 16 anos.

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SCARED

Para que serve? 

triagem (screening) de sintomas de ansiedade em crianças.

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SNAP e TRF

Para que serve? 

registro dos professores quanto ao desempenho acadêmico e outras informações sobre o funcionamento da criança na escola.

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Diário Cefaleia

Para que serve? 

Registro sistemático dos episódios de cefaleia ao longo da semana, incluindo horário, intensidade, desencadeantes e agravantes.

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7 passos para ajudar a criança com TEA

1. Ajuste o seu foco

Focar na criança é o ponto de partida. Daqui para frente, todas as interações entre você e a criança devem começar por ajustar o foco. A ideia é observar e descobrir o que interessa à criança e, a partir daí, criar oportunidades para mantê-la engajada e motivada em brincar, interagir e aprender por mais tempo.

Siga a criança

Seguir a criança envolve acompanhar as ações e ideias de brincadeira da própria criança. Brincar do que ela deseja brincar e como ela deseja brincar (ao menos num primeiro momento). As crianças interagem e brincam melhor quando os outros deixam que elas escolham as atividades e a forma de brincar, sem que alguém interfira dizendo o que fazer. Isso também ajuda a evitar frustrações, que podem minar a brincadeira, sempre que alguém inadvertidamente propõe algo que a criança ainda não é capaz de fazer.

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2. Imite a criança

A técnica de imitar a criança envolve copiar os movimentos, gestos, ações com brinquedos, sons e palavras. É uma outra forma de manter o foco na criança e naquilo que ela está fazendo ou quer fazer. Já foi demonstrado que imitar aumenta a sua capacidade de interagir com a criança, a quantidade de tempo que vocês conseguem brincar juntos, o número de diferentes ações que a criança é capaz de fazer e o número de falas ou vocalizações espontâneas da criança.

Imite os gestos, expressões faciais e movimentos da criança

Se seu filho está correndo pela sala, corra junto. Se está batendo o pé no chão, bata junto. Mesmo que pareça tolo e sem sentido, conquanto que não seja algo perigoso, você estará certo em imitar. É uma forma de ganhar a atenção da criança. Pode ser que ele olhe para você; pode ser que ele continue a brincadeira; pode ser que ele mude a ação que estava fazendo, mas de todo jeito fará, normalmente, com que ele preste mais atenção em você. Imite caras e bocas, aproveite para nomear emoções. Você pode amplificar as expressões para ganhar ainda mais atenção.  Mesmo durante as rotinas você pode usar essa técnica (p.ex., sirva um prato com alguns beliscos que vocês possam comer juntos).

Imite as vocalizações da criança

A ideia é a criança entender que os sons tem significado e que você (ou as pessoas, em geral) responde a eles. Especialmente para crianças que ainda não falam, é muito importante que você responda aos sons e dê significado às suas vocalizações, mesmo que não tenha muita certeza do significado. Se a criança já fala, repita de uma forma afirmativa, concordando, ou acrescente um ou outro detalhe, ampliando um pouco. Não estimule as ecolalias ou frases ditas fora de contexto (p.ex., se ele fica repetindo a frase de um filme, não repita).

Imite a brincadeira que a criança faz com brinquedos e objetos

Quando a criança vê você imitando a brincadeira, é comum que ela modifique um pouco para ver se você segue imitando. Isso ajuda a ampliar o repertório. Inicie copiando (mesmo as brincadeiras pouco funcionais) e veja se ele observa. Com o tempo, você poderá ir elaborando e refinando a brincadeira. É útil ter pares de brinquedos, de forma que você possa brincar com o mesmo brinquedo da criança, facilitando a imitação.

Somente imite comportamentos positivos

Claro que você não deve imitar comportamentos perigosos, destrutivos ou agressivos. Se a criança gosta de atirar coisas, ajuste a brincadeira trazendo bolinhas de papel ou algo macio. Se a criança está fazendo uma esteriotipia que você naturalmente não deseja incentivar (p.ex., flapping), ao invés de imitar a ação, tente demonstrar entusiasmo ou felicidade de uma forma mais funcional (p.ex., bata palmas e diga “iêi”).

3. Dramatize!

A técnica de dramatizar envolve adicionar mais (e, por vezes, menos) energia às suas ações, voz e expressões faciais, de forma a torná-las mais enfáticas e salientes para a criança. Isso também pode tornar a interação mais animada e divertida. Essa técnica amplifica os aspectos não-verbais da comunicação (expressões faciais e gestos), que tipicamente são sutis e passam desapercebidos da criança.

Demonstre animação com a atividade

Quanto mais prazer e interesse você demonstrar na atividade, maior a probabilidade de que a criança se engaje e se divirta na atividade. Use contato visual, sorrisos e risadas. Finja, se necessário!

Exagere nos gestos

Use gestos ao brincar com a criança, ajudando-a a atentar aos aspectos não-verbais da comunicação. Use gestos funcionais (como apontar) e convencionais (acenar para tchau, erguer os ombros ao dizer “não sei”, polegar para cima e para baixo como aprovação/desaprovação). Use gestos também para ajudar a explicar o significado de palavras (grande/pequeno, baixo/alto).

Exagere nas expressões faciais

Se estiver feliz, capriche no sorriso! Bata palmas ou sinalize de forma enfática a sua felicidade. O mesmo vale para outros sentimentos: expresse cansaço, dor, surpresa, medo e alegria usando o corpo e o rosto junto com as palavras.

Exagere na qualidade vocal

Qualidade vocal inclui o volume, o tom e a velocidade da sua fala. Você pode, p.ex., sussurrar palavras (como um segredo) – isso geralmente chama a atenção das crianças. Exagerar a inflexão da voz no final da frase facilita identificar a frase como uma pergunta; usar com sons mais agudos, com entonação mais animada e uma voz mais alta também sugerem que você está comunicando uma novidade ou algo animador. Aprender essas pistas não-verbais é parte importante do desenvolvimento da comunicação social.

Use palavras-gatilho

Algumas palavras e sons podem se destacar e ganhar a atenção da criança. Elas também podem servir como pista de que você está querendo mostrar alguma coisa (expressões como “ah, não”, “putz”, “rá-rá”). Se a criança usa palavras semelhantes, reaja de uma forma vívida ou exagerada, como forma de sinalizar que aquilo é significativo e que você entende o que ele está dizendo.

Ajuste sua animação para regular a criança

As crianças aprendem melhor quando elas estão num nível equilibrado de energia, nem muito baixa, nem muito alta. Quando a criança está quieta, retraída ou sonolenta durante uma brincadeira, esses podem ser sinais de um baixo nível de energia. Nesse caso, use mais animação para manter a criança engajada na atividade. Por outro lado, quando a criança estiver frenética, use a sua voz (vale até sussurrar) e os seu movimento para regular a criança para um nível mais baixo de energia. Se seu filho é do tipo que se retrai com sons altos e vozes mais fortes, mantenha uma voz calma e movimentos lentos para evitar afastá-lo durante as brincadeiras.

Espere com antecipação pela resposta da criança

Incorpore olhar e gestos de expectativa enquanto espera por uma resposta da criança. Essas pistas podem aumentar a capacidade da criança perceber que você está esperando uma resposta. Por exemplo: ao brincar de cócegas, diga “vou te pegar” e levante suas mãos e então congele – esperando o olhar, o sorriso ou um som da criança antes de voltar a fazer cócegas. Se nada acontecer, siga para outra atividade e tente a técnica em outra brincadeira.

4. Modele e expanda sua fala

Tanto o que você diz quanto como você diz afeta a capacidade da criança de entender o que é dito e comunicar-se de volta com você. Modelar a comunicação significa usar palavras/frases e gestos para descrever o que a criança está fazendo, vendo ou ouvindo. Expandir aqui significa complementar o que a criança diz com outras palavras/frases e gestos. O objetivo aqui é ajudar a criança a ampliar seu repertório verbal e não-verbal e motivá-la a se comunicar mais com você.

Fale sobre o que a criança está vendo, ouvindo ou fazendo

Fale sobre aquilo que a criança está interessada. Comente, rotule, descreva, quase como um narrador esportivo. Também vale falar sobre o que você está fazendo quando a criança parece interessada. Modele como a linguagem pode ser usada para diferentes funções: pedir, protestar, chamar atenção, comentar, perguntar. Não comente tudo, para evitar sobrecarregar a criança ou tornar isso chato e aversivo.

Simplifique a linguagem

Algumas crianças têm dificuldade de entender a fala e os gestos quando muita coisa é dita ao mesmo tempo. O nível da sua fala deve ser um degrau acima do que a criança atualmente está. Se ela fala palavras isoladas, use frases de 2 palavras (p.ex., se a criança pede “água”, você diz “quer água?”); se ela ainda não fala, dê preferência a interações no nível de 1 palavra. Cuide para não ficar abusando das mesmas palavras o tempo todo: palavras muito úteis no dia-a-dia, como “mais” e “quer”, podem terminar desgastadas e usadas fora de contexto. Se a criança está jogando bola, não diga “mais bola” diga “joga bola” ou “bola amarela”.

Use gestos e pistas visuais

Especialmente para crianças que ainda não falam, é importante usar gestos e pistas visuais (como apontar ou segurar o item a que se refere na mão) para facilitar a comunicação. Muitas vezes o referente não está claro para a criança, por isso é importante tocar ou segurar o item a que você se refere (p. ex., segure a boneca na mão e então diga “boneca” – não espere que ela saiba do que você está falando somente pelo seu olhar).

Fale e gesticule devagar

Quanto mais lento forem seus gestos e palavras, mais fácil será para a criança aprender novas informações. Evite falar rápido e falar muito (mesmo que não seja natural para você, será melhora para a criança). Enfatize os sons. Palavras e gestos devem estar em um mesmo ritmo e serem fáceis o suficiente para que a criança possa imitar.

Enfatize palavras importantes

As crianças com frequência têm dificuldade de entender qual a palavra importante no contexto de uma frase; procure marcar e enfatizar a palavra que você está tentando ensinar quando estiver usando frases completas (p.ex., “Que bola graaande”).

Seja repetitivo

As crianças aprendem melhor aquilo que escutam várias vezes. Repita várias vezes no dia as palavras que está praticando. Use frases iguais em brincadeiras diferentes (“para cima e pra baixo”; “rápido e devagar”) e o mesmo gesto ou palavras em várias situações ou contextos (abrir a porta, a geladeira, a caixa, a torneira, a garrafa, o livro, o envelope).

Evite perguntas

Prefira comentar ou rotular ações e objetos. Evite perguntas retóricas que não exigem resposta, perguntas que se encerram com resposta “sim ou não” e perguntas que testam conhecimento (exceto se essas forem parte de algum jogo, que estimule a troca entre vocês). Não pergunte “vamos brincar?”, diga “agora nós vamos brincar”.

Expanda a comunicação da criança

A ideia aqui é aprimorar sem corrigir diretamente a criança. Você pode refrasear o que a criança disse, ajustando a gramática, a entonação ou a articulação dos sons, acrescentando ou substituindo palavras. Repita “corretamente” o que a criança disse, sem explicitamente corrigi-la ou dizer que este é o jeito correto. Se possível, expanda o que a criança disse, adicionando mais elementos na frase. Se ao vestir a camiseta a mãe diz “camiseta” e a criança repete “camiseta”, o próximo passo é expandir: a mãe então diz “vestir a camiseta” e, a partir daí, sempre usa “vestir a camiseta” e não mais a palavra isolada.

5. Crie oportunidades

Quando a criança não está tomando a iniciativa de brincar ou está difícil fazer com que ela preste atenção em você, você pode lançar mão das estratégias descritas abaixo. Escolha as que se encaixam melhor no seu estilo de brincar e no tipo de atividade que a criança está fazendo. Crie oportunidades, espere pela resposta da criança (lembre-se pode ser um olhar, um som, um sorriso, uma palavra, um movimento) e responda de uma forma apropriada, desenvolvendo a brincadeira e criando oportunidades de interação.

 

Obstrução divertida

Com essa técnica, você entra na brincadeira da criança e então a interrompe de uma forma divertida, dando à criança uma oportunidade de solicitar que a brincadeira continue. Essa estratégia é particularmente importante quando a criança ainda não faz trocas de turno regularmente (ou seja, ela ainda não entende bem o círculo “minha vez, sua vez; minha vez, sua vez…”).

Ajude a criança a antecipar uma interrupção

Use um gesto, palavra ou frase de forma consistente imediatamente antes de interromper a brincadeira, de forma a ensinar a criança que você vai parar a brincadeira. Pode ser algo como “e agora…” ou “o papai vai pegar….” ou ainda um gesto de abrir as palmas das mãos e arregalar os olhos (tipo “vou te pegar”). Isso dá a chance à criança de protestar antes de você interferir na brincadeira.

Divertidamente interrompa a brincadeira

Você pode usar um fantoche, uma luva ou outro brinquedo para tirar o brinquedo da criança. Colocar uma barreira para o carrinho atravessar. Usar um bichinho de pelúcia que vai comer o que quer que a criança esteja segurando. Usar sua perna como obstáculo ou “portão”. Colocar um pano para tapar os brinquedos. Se a criança está brincando de correr ou andando de um lado para o outro, você pode brincar de ficar no meio do caminho. É para ser divertido!

 

Sua vez, minha vez

A ideia aqui é estimular a criança a fazer trocas de turno, o que é considerado uma habilidade chave no desenvolvimento. Os bebês normalmente começam a entender a lógica da troca de turnos quando balbuciam para um adulto e então subitamente param de balbuciar, examinam a expressão do cuidador (ou eventualmente o som que este faz em troca) e então voltam a balbuciar. Depois isso aparece nas brincadeiras (eu jogo a bola para você, você me devolve, e assim em diante).

Ajude seu filho a antecipar trocas de turno

Use uma mesma palavra ou frase, pareada com um gesto, antes de tomar o turno. Quando for a sua vez, bata no peito e diga “é a vez da mamãe” ou “minha vez” ou “agora eu”. Quando for a vez da criança, bata no peito dele e diga “é a vez do Pedro” ou “sua vez” ou “agora você” (essas duas últimas opções funcionam melhor se a criança já parece entender parcialmente pronomes).

Tome a sua vez

Mesmo que seu filho proteste ou se afaste, insista em ter a sua vez nas brincadeiras. Se você deixar a criança ficar com o brinquedo, sem dividir, inadvertidamente estará ensinando que gritar ou chorar são o passaporte para ele ganhar o que quer. Quando for a sua vez, seja breve para que a criança não perca o interesse na brincadeira. No começo, a sua vez deve demorar poucos segundos; à medida que a criança começa a conseguir esperar, aumente gradativamente o tempo da sua participação. Note que algumas crianças não entendem que ao tomar o brinquedo, você pretende devolvê-lo em seguida, então tenha alguma paciência se seu filho tiver dificuldade de entender essa sequência. Demonstrando várias vezes, ele vai entender. Modelar a situação com um adulto pode ajudar. Outra opção é trocar brinquedos, sem que a criança fique “sem nada” na troca de turnos.

Modele a brincadeira durante a sua vez

Uma vez que seu filho esteja conseguindo trocar turnos nas brincadeiras com você, modele um jeito novo e legal de brincar, ensinando a criança novas habilidades. Mostre maneiras diferentes de usar o mesmo brinquedo: o carro pode descer ou subir a rampa; ir no posto de gasolina; ser lavado; colidir com outro carro; ser estacionado; ficar num engarrafamento; ir para a oficina.

6. Estimule a comunicação

A ideia aqui é criar situações que estimulem a necessidade da criança se comunicar com você. Ela pode ser usada nas rotinas diárias, como refeições, banho, hora de dormir e de se vestir.

Coloque coisas interessantes e divertidas fora do alcance

Coloque as coisas favoritas da criança em um local que ela possa ver, mas não consiga pegar (numa prateleira alta, p.ex). Cuidado para não colocar em locais perigosos, onde a criança queira escalar! Coloque brinquedos em caixas transparentes e fechadas com tampa, que exijam auxílio para abrir. Entregue embalagens de comida ainda fechadas. Afaste um pouco o prato ou o copo na mesa.

Controle o acesso a itens

Mantenha com você objetos que interessam à criança. Isso fará com que ela precise chamar sua atenção e pedir. Você pode segurar duas opções, uma em cada mão, ou segurar um objeto de interesse na altura dos seus olhos, dirigindo o olhar da criança. Se isso se tornar irritante para a criança, mude de estratégia.

Dê pequenas porções

Dê as coisas que a criança gosta em pequenas porções, motivando-a a pedir mais. Isso vale para comida e brinquedos, como blocos, Legos, peças de quebra cabeça, acessórios de bonecas, etc.

Use itens que exigem alguma ajuda

Selecione brinquedos que exijam alguma assistência sua para serem manipulados. Vale bolhas de sabão, brinquedos de dar corta, adesivos e balões. Brincadeiras sem objetos também tem essas características: cantigas de roda, cócegas, lutinhas, esconde-esconde.

Deixe faltar uma peçafkkkin

De propósito, deixe de fora uma peça ou parte de um brinquedo ou objeto e espere pela reação da criança. Por exemplo: dê um suco sem o canudo ou um pé só do par de meias.

Crie situações bobas

Faça coisas rotineiras de uma forma claramente errada e espere a resposta da criança. Encoraje-a a dizer ou apontar no que você está errando. Pode ser vestir uma roupa ao contrário, colocar sapatos diferentes em cada pé, trocar a letra de músicas conhecidas, comer um guardanapo, colocar a meia por cima do sapato ou usar um brinquedo de cabeça para baixo. Se a criança não entender, explicite, de forma animada – “que bobagem”.

7. Ensine novas habilidades

Até agora o foco foi responder imediatamente às ações da criança, sem exigir que ela fizesse coisas novas. Entretanto, para expandir o repertório de comportamentos e fazer com que a criança aprenda novas habilidades, é essencial provocar a criança para ir além das suas respostas habituais. Agora falta você aprender como dar um empurrãozinho e incentivar a criança a ampliar seu leque de ações. No começo, esteja preparado para que isso gere alguma frustração. É natural, já que a criança ainda não entende o que você quer, quais são as suas intenções e expectativas. Quanto mais consistente você for na implementação das técnicas, mais rápido essa frustração irá desaparecer. As estratégias de ensino não devem ser usadas o tempo todo! Use em cerca de 1/3 das interações – no restante, siga respondendo às ações da criança.

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